7 tipos de cura do concreto para a sua obra

3/05/2018  

Para conseguir um resultado muito melhor na sua obra, é fundamental entender exatamente o que é e como fazer a cura do concreto, garantindo que o produto estará adequado ao tipo de uso que terá.

Quando a cura do concreto não é levada em consideração, sua obra poderá sofrer com vários problemas, como falta de resistência e durabilidade, colocando em risco a segurança da construção.

Quer saber mais sobre a cura do concreto? Continue a leitura!

 

O que é e qual a importância da cura do concreto?

 

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O uso de mantas úmidas na cura do concreto reduzem o uso da água e proporciona uma cura mais eficiente. Imagem: Markham Global

 

A cura do concreto é um procedimento que busca retardar a evaporação da água usada no preparo da mistura, garantindo a completa hidratação do cimento. Ela deve ser feita durante as primeiras etapas de endurecimento e podem ser usadas várias técnicas de acordo com o tipo de construção.

Para definir corretamente o tipo da cura do concreto é fundamental levar em consideração informações básicas como o tipo de estrutura e o local da obra.

No caso de pisos e lajes, a cura deverá ser feita com muito cuidado, já em pilares e fundo de viga essa atenção pode ser menor já que são usadas formas. Já as estruturas de pouca área e grande volume necessitam de uma cura precisa devido às razões térmicas.

 

Quais são os tipos de cura do concreto mais usados?

 

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Não fazer uma cura bem feita acarretará problemas na resistência e durabilidade do local concretado, trazendo futuros problemas, como trincas e rachaduras. Imagem: WR Meadows

 

Definir o método da cura do concreto é algo indispensável para a qualidade e a segurança da sua construção. Para isso, você deve considerar o tipo de obra e a influência do local e do clima, analisando a umidade relativa do ar, a velocidade do vento e a temperatura.

É importante também avaliar o processo construtivo, a velocidade da desforma e a existência de elementos pré-moldados, além do custo e da disponibilidade de ferramentas.

Veja os tipos mais comuns de cura do concreto:

 

Molhagem constante

 

A molhagem constante do concreto é a forma de cura mais utilizada. Imagem: Kerala House Construction Tips.

 

É de longe o tipo mais empregado e também o que costuma gerar mais dúvidas. Nessa técnica, a peça de concreto precisa estar constantemente molhada e não de maneira intermitente. Ou seja, o concreto precisa estar sempre saturado com 100% de umidade. Isso significa que não dá para ficar com a mangueira na mão molhando uma área enquanto a outra seca.

Esse método é mais indicado para lajes, pisos e, em alguns casos, de faces verticais. O tempo pode variar de acordo com a resistência à compressão.

 

Cura química

 

A cura química é feita através da aplicação de um produto na superfície do concreto. Imagem: Polipiso do Brasil.

 

Consiste na aplicação de produto na superfície do concreto por meio de aspersão. Essa substância impede a evaporação da água e pode ser fabricada a partir de várias matérias-primas como parafinas, PVA, WAX, ceras, etc.

A qualidade do produto é primordial porque é ela que garantirá a eficiência da cura. Esse método pode ser usado em qualquer situação já que sua aplicação é bem simples. Contudo, ela pode prejudicar a aderência de contrapisos, chapiscos, pinturas, revestimentos e argamassas colantes.

 

Via aspersão, alagamento ou irrigação

 

Na cura via aspersão são usados sistemas de ar comprimido que mantém uma névoa próxima a peça de concreto. Em geral, essa cura do concreto é mais usada em lajes ou pisos.

É um método pouco recomendável já que é difícil molhar tudo de uma vez e pode acabar sendo criado ciclos de molhagem e secagem, algo desfavorável ao concreto.

A irrigação possui características semelhantes à aspersão, usando mangueiras microperfuradas. A diferença está na quantidade, já que a água apenas escoa pela superfície, o que gera uma molhagem um pouco mais uniforme.

O alagamento, por sua vez, busca espalhar água em toda a área de uma só vez, construindo uma barreira de contenção ao redor da estrutura, evitando o escoamento. É mais usado em áreas menores e planas, como piscinas, pisos, lajes, rebaixos, etc.

 

Mantas úmidas

 

As coberturas de algodão são mantidas úmidas e são uma boa forma de cura do concreto. Imagem: Construction Review Online.

 

São usados tecidos saturados de água e capazes de reterem a umidade, como sacos de aniagem, jutas ou coberturas de algodão. Esses tecidos são mantidos úmidos e posicionados sobre a estrutura de concreto. Também podem ser usados filmes polietileno.

 

A vantagem dessa técnica é que ela economiza água, proporciona uma cura mais eficiente e reduz a frequência de molhagem, diminuindo a necessidade de acompanhamento. Pode ser usada em locais com baixo tráfego de materiais e de pessoas.

Cura a vapor

 

A cura a vapor é mais utilizada em ambientes frios ou quando há pressa em realizar a desforma. Imagem: Aralsan.

 

Nesse método, a cura do concreto é feita com a aplicação de UR em 100% e realizando o controle da temperatura para que se mantenha acima da temperatura do ambiente. Essa técnica é mais usada em ambientes frios ou quando existe pressa em realizar a desforma.

 

Cura térmica

 

Essa cura é aplicada em peças pré-moldadas e o procedimento é bastante demorado. Ele não é indicado se o produto final precisar de alta resistência a abrasão ou alta durabilidade da superfície.

 

Cura com agentes internos

 

É uma alternativa que utiliza aditivos para a cura do concreto, mas tem uma eficiência relativa, já que as faces expostas a ambientes com muito vento ou muito secos podem ser prejudicadas no que diz respeito à durabilidade à abrasão, ainda que o restante da massa esteja bem curada e tenha alta resistência e durabilidade.

E, então, depois de ler este conteúdo, ficou mais fácil fazer a cura do concreto?  Aproveite e compartilhe este post com seus amigos nas suas redes sociais!